
No Domingo passado (19 de Junho) participei no Portugal Day in New York. O evento tinha como objectivo a promoção da imagem de Portugal junto dos nova-iorquinos. Fiquei com a impressão de que as coisas correram muito bem e, por isso (e mesmo “sem isso”), a Domitília dos Santos, o Bruno Martinho e o João Francisco, entre muitos outros, estão de parabéns.
Para além de algumas fotografias, gostava de deixar duas considerações:
1. Um dos organizadores manifestou-me a dificuldade sentida em angariar patrocínios e também o pouco aproveitamento por parte dos que acabaram por apoiar o evento. Compreendo este sentimento por parte de quem quer promover a imagem do nosso país no exterior, mas não posso deixar de pensar que a melhor propaganda que se pode desejar é o fim de notícias como as que ligam Portugal à bancarrota, aos apoios do FMI, etc. Tão ou mais importante do que o sol, as boas praias, as belas paisagens ou as bonitas mulheres, é a imagem de um país cumpridor, com políticos honestos e de uma população séria e trabalhadora. Se conseguíssemos isto, não necessitaríamos destes Portugal Days in New York (embora mantivesse a iniciativa, como é óbvio).
2. Fiquei agradavelmente surpreendido com o patriotismo manifestado pelos emigrantes portugueses. Alguns já não tencionam voltar (já não têm família em Portugal e a que tinham levaram para os Estados Unidos, não encontram em Portugal trabalho de acordo com as suas capacidades e ambições – ou simplesmente não o encontram, etc), mas todos têm muito orgulho em ser portugueses.



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