Segunda-feira, 11 de Julho de 2011

O Enterro dos Habsburgos

Este é o cerimonial de enterro daqueles que foram considerados por Plínio Correia da Silva como "A Primeira Família da Cristandade".

O Camareiro-mor bate três vezes com uma bengala de prata na porta do Convento dos Capuchinhos, onde está a Cripta Imperial.

O freire capuchinho pergunta:
- “Quem vem lá?”

O Camareiro-mor proclama o nome e títulos do falecido imperador Habsburgo:
- “Eu sou (Nome) … Imperador da Áustria, Rei Apostólico da Hungria, Rei da Boémia, Dalmácia, Croácia, Eslavonia, Galicia, Lodomeria, da Ilíria, e Rei de Jerusalém, Arquiduque da Áustria, Grão-Duque da Toscânia e Cracóvia, Duque da Lorena , Salzburgo, Caríntia, de Carniola e Bukovina, Grão-Príncipe da Transilvânia, Margrave da Morávia, Duque da Alta Silésia, Baixa Silésia, de Modena, Parma, Piacenza e Guastalla, de Auschwitz e Zator de Ticino, Friuli, Ragusa e Zara, Príncipe de Condé-Habsburgo e Tirol, de Kiburgo, em Goritz e Gradisca, Príncipe de Trento e Brixen, Margrave da Alta e Baixa Lusácia e Ístria, Conde de Hohenembs de Feldkirch de Brigance, no Sonnenberg, Senhor de Trieste, do Cattaro e Marche, Grande Voivode da Sérvia, etc. … ”

Depois de ouvir esta proclamação, o freire recusa-se a abrir a porta:

- “Não te conheço.”

O Camareiro-Mor bate outra vez na porta e respondendo à pergunta do porteiro "Quem vem lá?" entrega-lhe, desta vez, somente o nome do falecido príncipe:

- "E sou (Nome)... Sua Majestade Imperial e Real."

O porteiro recusa admissão:

- "Não te conheço."

Pela terceira vez o Camareiro bate à porta, e pela terceira vez o porteiro pergunta "Quem vem lá?". Desta vez, limita-se a dizer:

- "Eu sou (Nome)... um pobre mortal e um pecador."

O convento abre as suas portas e recebe por fim o caixão, rodeado por duas filas de monges capuchinhos. As orações funerárias dão-se de seguida, e o falecido dá entrada, por fim, na cripta Sagrada dos Habsburgos, para todo o sempre.

fontes:

The Traditional Burial Ceremony of a Hapsburg Prince


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