Domingo, 18 de Dezembro de 2011

O Porquê do Jantar dos Conjurados






Tenho lido na internet algumas críticas aos jantares organizados pelas reais associações, em particular ao jantar dos conjurados, daí escrever este pequeno apontamento, no qual sintetizo a minha opinião.



Em primeiro lugar, o jantar dos conjurados é a perpetuação da memória histórica; da memória de indivíduos que arriscaram tudo o que tinham (e alguns deles tinham muito) em prole do bem comum. Os conjurados eram fidalgos de antiga linhagem, possidentes, que podiam ter pactuado com D. Filipe e, consequentemente, retido a sua influência na corte e na sociedade da época. Optaram por não o fazer. Optaram por arriscar uma morte dolorosa e humilhante, a perda de todos os seus bens, o conforto das suas vidas. É nosso dever, não só enquanto monárquicos, mas também enquanto portugueses, garantir que a sua memória perdura. É neste jantar, todos reunidos, que damos graças a Deus por ter levado a iniciativa dos conjurados a bom porto.



Em segundo lugar, o jantar serve um propósito mais prático e mais mundano: fortalecer os laços entre os monárquicos, através do convívio salutar, através da discussão de ideias, através da formação de novos conhecimentos e novas amizades. No jantar dos conjurados que decorreu no CCB estiveram presentes muitos jovens: alguns eram meus amigos, outros meus conhecidos e outros ainda não tinham sido apresentados. Fiquei a conhecer vários, troquei contactos, discuti a possibilidade de novas iniciativas, dei a conhecer a recém-reestruturada Juventude Monárquica do Porto da qual faço parte. Tudo isto faz parte do tão necessário “trabalho de base” para uma maior coordenação entre as várias reais associações e juventudes monárquicas.



Por fim, o jantar é ainda a oportunidade de travar conhecimento com SAR o Sr. D. Duarte — algo que havia feito há bastante tempo – e que tem sempre disponibilidade e paciência para ouvir opiniões dos monárquicos, dar sugestões, partilhar connosco a sua sabedoria que advém de longos anos ao serviço da Pátria.



Termino com uma nota aos que criticam o jantar com acusações de elitismo. Aos que criticam o preço, que olhem para as quantias que gastam em bilhetes para jogos de futebol, presentes de Natal e outros divertimentos frívolos e que olhem para dentro antes de criticar os que se esforçam para reunir os monárquicos num grande evento. Aos que criticam o traje, direi apenas isto: um jantar com a Família Real requer dignidade e protocolo. Se não entendem isto e sugerem que se vá cumprimentar SAR de calças de ganga e camisa por fora das calças, então demonstram uma falta de nível tremenda, já para não falar da mais básica das cortesias para com o Sr. D. Duarte. Aos que criticam o compadrio, tenho apenas a dizer que quanto mais unidos e próximos forem os monárquicos, maior será a força da nossa causa.



Saúdo SAR o Sr. D. Duarte, Duque de Bragança pela sua mensagem de realismo e de patriotismo, saúdo o Sr. Conde de Avintes (Dr. Luís Lavradio) pelo trabalho que tem feito em prole da Causa Real e saúdo os organizadores do jantar por um evento do qual os monárquicos se podem orgulhar.







Viva El Rey.


Henrique Sousa de Azevedo


2 comentários:

al cardoso disse...

Tem toda a razao caro Henrique!

Anónimo disse...

Não sou monárquico e infelizmente nunca tive a oportunidade de conhecer um que estivesse disposto a uma saudável discussão.
Os pontos de crítica repúblicana à Real Causa que refere são frívolos e nesse ponto concordo consigo. Só não consigo perceber porque motivo eu, um mero cidadão sem qualquer ascendência relevante do ponto de vista histórico haveria de votar num sistema que promove e defende quem por mero acaso nasceu neste mundo com o apelido certo, mesmo que a formação pessoal ou académica não seja brilhante e que por isso mereça um destacado lugar na sociedade.

Visto de fora, o movimento monárquico, e espero não ofender e perdoe-me a minha sinceridade, aproxima-se de uma sociedade tribal, com rituais de sangue (a hereditariedade e o casamento selecto), de entrada (debutantes em clubes elegantes), de aparências (os inumeráveis anéis de brasão que circulam pela nossa cidade) e com um fundamento político do mais precário que existe, no limiar do irracional (porque motivo D. Duarte estaria mais apto a representar o nosso país do que o Cavaco Silva, ou qual é a garantia que nos dada o património genético da família de Bragança?)

Cumprimentos,

Miguel Vasques de Carvalho