Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

Fotogramas do Mundo

Gosto de cinema sem ser cinéfilo. Mas não sendo cinéfilo respeito a hierarquia cinematográfica e também acho que há filmes de culto os quais devem ser atentamente visionados, pelo menos ao mesmo tempo que nos contaminamos com toda a bodega que se produz para o "grande ecrã"; é uma boa forma de nos mantermos à tona da salubridade intelectual neste campo artístico.

Talvez esta consideração pelos filmes míticos, pelos seus grandes vultos me venha menos de gostar de cinema do que ser um pseudo-feudalista, um proto-absolutista e um daqueles indivíduos que concilia ideologicamente a Caridade cristã e o imperialismo militar e político.

A actualidade mundial é um bom filme de uma forte história dramática apesar de ser mais uma das incontáveis sequelas da crise-tipo do declínio de uma civilização. Mas animemo-nos: é o fim de uma civilização odiosa (falo das sub-culturas europeia e norte-americana dentro da civilização ocidental, as quais têm alguns satélites sul-americanos, africanos, asiáticos e na Oceânia) desde a sua mais funda estrutura ideológica até ao mais exterior revestimento comportamental, pouco escapa ao crivo do Bem e o que sobra está enfermado por um mau suporte. Noutros textos esclarecerei a minha posição quanto à civilização ocidental mas agora tenho compromissos.

Animemo-nos também por esta ser a nossa crise, a nossa revolução e a nossa imperdível oportunidade!

Uma crise, já o diziam os gregos, não é regressão mas transição.